terça-feira, 30 de julho de 2013

Virgínia Woolf


























"Vocês, que são de uma geração mais jovem e mais feliz, talvez não tenham ouvido falar dela – talvez não saibam o que quero dizer com o 'Anjo do Lar'. Vou tentar resumir. Ela era extremamente simpática. Imensamente encantadora. Totalmente altruísta. Excelente nas difíceis artes do convívio familiar. Sacrificava-se todos os dias. (...) Em suma, seu feitio era nunca ter opinião ou vontade própria, e preferia sempre concordar com as opiniões e vontades dos outros. E acima de tudo – nem preciso dizer – ela era pura. Sua pureza era tida como sua maior beleza – enrubescer era seu grande encanto. Naqueles dias (...) toda casa tinha seu Anjo. E, quando fui escrever, topei com ela já nas primeiras palavras. Suas asas fizeram sombra na página; ouvi o farfalhar de suas saias no quarto. Quer dizer, na hora em que peguei a caneta para resenhar aquele romance de um homem famoso, ela logo apareceu atrás de mim e sussurrou: 'Querida, você é uma moça. Está escrevendo sobre um livro que foi escrito por um homem. Seja afável; seja meiga; lisonjeie; engane; use todas as artes e manhas de nosso sexo. Nunca deixe ninguém perceber que você tem opinião própria. E principalmente seja pura.'" 



Momento Virgínia Woolf:

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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Nietzsche e Gustave Doré

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Neophyte



     
    Todos os novos convertidos
     Deixando de ser descomprometidos,
     Com um olhar de medo em frente ao desconhecido...
     Sentem-se vivos!
   
     Embora aparentemente desfalecidos,
     Sobre o interior não há nada a dizer...
     Seria como um predizer.

     Um ar de morte e angústia
     Impregnado na sacristia,
     Será porque tanta dúvida?
     Uma vida não vivida, talvez!

    Uma morte garantida...
    Aquela em vida!
    Bocas a dizer:
  - Pertenço ao paraíso.

    O além-mundo espera-me
     Logo serei pó,
     É hora da filantropia;
     Com uma misantropia a gritar.
     
      - Sei o que desejo
       Acredito neste amor sobejo;
       que tudo pode e realiza.
       Não há aqui o que hostilizar.

      O que palavras podem?
      O que são explicações?
      Quando se acredita em vocação;
      Nem percebem que há uma niilificação humana!

   



 Empyrean







domingo, 28 de julho de 2013

Dita Von Teese em palavras...


"Quando você vai trabalhar em um lugar desse tipo, tem que escolher um nome diferente do seu para manter esse clima de mistério e anonimato"

Mulheres gastam muito tempo pensando sobre os homens.





"Sou como todo mundo. Não sou confiante o tempo todo, também tenho dúvidas sobre mim mesma. Eu tento me amar e aceitar as coisas que não gosto em mim e acho que é importante para todas as mulheres saberem que todas nós sentimos isso".





O que eu estou tentando fazer é algo completamente novo para mim, uma evolução pessoa, estou trazendo novas tecnologias mais interessantes que vão transformar meus shows em algo mais generoso e liberal do que qualquer coisa que o burlesco já viu.”



        
"Você pode ser o  pêssego mais maduro, mais saboroso do mundo, eles ainda vão ser alguém que odeia pêssegos."






"Podemos não nascer naturalmente bonitos, mas podemos criar glamour e elegância."




  " Nem todas nós, mulheres, incluindo a mim, podemos aspirar parecer com alguém como Gisele Bündchen. Eu nunca poderia parecer com ela, mas posso ser sexy da minha própria maneira".



" Corseletes e lingeries são algo que você pode usar e se livrar deles se quiser e quando quiser. Tem tudo a ver com ter a opção".





"O inimigo mais terrível é aquele que já foi nosso amigo, pois conhece as nossas fraquezas".

Engana-se o homem que pensa que o sonho de toda mulher é encontrar o príncipe encantado. O sonho de toda mulher é comer sem engordar!

"Pensando bem, gostei de ser aquilo que gostaria ser".


"Há momentos que forçaram a nós, mulheres, a sermos mais masculinas. O melhor disso é que hoje nós podemos aprender a como se entregar à nossa feminilidade e ao mesmo tempo nos sentirmos verdadeiramente poderosas. É assim que eu vejo a feminilidade: como uma forma de esconder o poder'.
"Todos nós podemos escolher a maneira como queremos que o mundo nos veja!"




sexta-feira, 26 de julho de 2013

Esta poesia sobrepuja todos os argumentos da terra... como suportar este terrível Nunca Mais?


O corvo


Era meia-noite fria; e eu, débil e exausto, lia
alguns volumes de vagos saberes primordiais.
E, já quase a adormecer, ouvi lá fora um bater
como o de alguém a querer atravessar meus portais.
“É um visitante que intenta atravessar meus portais” –
pensei. – “Isto, e nada mais!”

Tão claramente me lembro! Era o gelo de dezembro;
e o fogo lançava – lembro – no chão manchas fantasmais.
Pela aurora eu suspirava e nos livros procurava
esquecer a que ora errava entre as legiões celestiais –
aquela que hoje é Lenore entre as legiões celestiais,
sem nome aqui por jamais.

E o mover suave e magoado do ermo, roxo cortinado
me deprimia e me enchia de terrores espectrais;
de modo que eu, palpitante, calando o peito ofegante,
repetia: “É um visitante que vem cruzar meus portais,
um visitante, somente, que vem cruzar meus portais.
Isto apenas – nada mais.”

Então minha alma ganhou força e não mais hesitou.
“Senhor” – eu disse – “ou senhora que lá fora me chamais.
Mas, porque eu quase dormia, mal ouvi que alguém batia,
que com sossego batia e discrição tão iguais,” –
murmurei, abrindo a porta – “que ao silêncio eram iguais.”
E vi treva, nada mais.

A escuridão perquirindo, lá fiquei, tremendo, ouvindo,
sonhando, em dúvida, sonhos que mortal sonhou jamais.
Mas o silêncio insistia, e a calma nada dizia,
e a única voz que eu ouvia eram meus profundos ais
e o nome dela entre os ecos dos meus repetidos ais.
Só isto, só, nada mais.

Ao cômodo retornando – minha alma em mim se incendiando –,
ouvi de novo mais forte baterem aos meus umbrais.
“É alguém que bate, lá fora, à minha janela agora
e entrada talvez implora” – pensei, e busquei sinais. –
“Acalma-te, coração, pois que são estes sinais
só o vento e nada mais.”

E então abri a janela, e eis que penetrou por ela
na câmara um nobre Corvo desses de eras ancestrais.
Entrou sem deferimento, sem fazer um cumprimento,
dama ou lorde pachorrento, e pousou sobre os umbrais.
Pousou num busto de Palas que havia sobre os umbrais,
pousou lá, e nada mais.

Frente à ave preta, surpresa, sorriu-se a minha tristeza,
vendo o seu grave decoro e os seus ares senhoriais.
“Sem crista embora, e tosado,” – disse eu – “pareces ousado,
duro e antigo Corvo, nado dos noturnos litorais.
Dize-me o teu nobre nome lá nos negros litorais!”
E ele disse: “Nunca mais.”

Meu espanto foi tremendo tais palavras entendendo
(apesar de sem sentido) que ele disse, naturais.
E quem não teria achado que um homem ter avistado
um pássaro assim pousado por cima dos seus umbrais
é grande espanto, ainda mais no busto sobre os umbrais,
com o nome de “Nunca mais”?

Porém a ave ali quieta nada mais disse, discreta,
como se a alma toda desse nesses ditos essenciais.
E nada mais pronunciou, nenhuma pena agitou,
até que de mim saltou: “Amigos já não tem mais.
Na manhã, como os meus sonhos, aqui não estará mais.”
E o Corvo então: “Nunca mais.”

Atônito, ouvindo aquilo que ele enunciara, intranquilo
eu disse: “É tudo o que sabes, e mais adiante não vais.
É o que no passado ouviste de algum dono a cujo triste
destino acaso assististe com teus olhos penumbrais –
e cuja dor se exprimia nas sílabas penumbrais
do teu bordão: ‘Nunca mais.’”

Mas, sem dele desistir, voltou minha alma a sorrir;
e uma poltrona arrastei para junto dos umbrais.
E, então ali me assentando, uns aos outros fui juntando
mil devaneios, pensando na ave de eras ancestrais,
na lenta, negra, agourenta ave de eras ancestrais
que dizia “Nunca mais”.

Lá fiquei, a cogitar, sem um dito endereçar
à ave, cujos olhos fixos em meu peito eram punhais;
lá fiquei, absorto e mudo, pendida sobre o veludo
a cabeça em tal estudo, sob as luzes espectrais –
o veludo que Lenore, entre as luzes espectrais,
não tocará nunca mais.

Supus que o ar ficou mais denso de algum ignorado incenso
que os serafins esparzissem com passos angelicais.
“Teu Deus” – me disse – “gerou-te; pelos seus anjos mandou-te
o esquecimento, e aliviou-te de tuas dores brutais!
Bebe o nepente e te esquece de tuas dores brutais!”
Disse o Corvo: “Nunca mais.”

“Profeta ou demônio” – eu disse – “que uma asa negra vestisse!
Se foi a procela ou o diabo quem te trouxe aos meus portais;
se nesta terra arrasada, deserta, agra e amaldiçoada,
se nesta casa assombrada pelo horror, de que não sais,
existe alívio – eu te indago, a ti que daí não sais!”
Disse o Corvo: “Nunca mais.”

“Profeta ou demônio” – eu disse – “que uma asa negra vestisse!
Pelo alto Céu que nos cobre, pelo bom Deus dos mortais,
dize a esta alma – te conjuro – se nalgum Éden futuro
ela há de rever o puro ser que agora não vê mais,
de Lenore o ser radiante e puro que não vê mais.”
Disse o Corvo: “Nunca mais.”

“Que a senha do nosso adeus seja esse dito, ave ou deus!
Retorna, pois, à procela e aos noturnos litorais!
Sequer uma pluma reste a lembrar o que disseste
e que em meu tédio irrompeste! Deixa, pois, os meus umbrais!
Não biques mais o meu peito e foge dos meus umbrais!”
Disse o Corvo: “Nunca mais.”

E o Corvo não foi embora: lá ficou, lá se demora,
pousado no busto branco de Palas, sobre os umbrais,
com a aparência tristonha de algum demônio que sonha;
e a luz no piso desenha seus contornos fantasmais;
e eis que, perdida, minha alma dos contornos fantasmais
se livrará – nunca mais!

(Tradução de Renato Suttana)*

Anubis



Guiando os mortos...assombrando os vivos,

Faz algum sentido?
Seria o peso que trazemos no coração?
A balança, e não Anubis é o nosso medo?

Esclarecimento

                            


Diderot 

"O Homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre.


 Nenhum homem recebeu da natureza o direito de comandar os outros.

É idiotice acreditar que algo é melhor porque tem mais clientes.

Se não duvidarmos de algo não podemos prová-lo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Baco e Marilyn Manson

                                                         
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I'm the God Of Fuck!

Florence Welch e Gustave Doré

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Água benta não pode te ajudar agora
Mil exércitos não puderam me conter
Não quero seu dinheiro
Não quero sua coroa
Veja, eu tenho que queimar o seu reino inteiro.











Sete demônios ao meu redor
Sete demônios na minha casa
Veja, eles estavam lá quando acordei esta manhã
Eu estarei morta antes do dia acabar.                                










Letra: Seven Devils (Florence and the Machine)
Quadros: Gustave Doré

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Written automatically!

I always cry in verses,
I describe the pain.

Never know,
I only describe.

I am a description,
Empty feelings...

Empty of life,
Splendid  life,of my empty.

Full of fears;
Of fears is made...

Was full of pain;
Has the numbness.

Love of a philanthropist.
Tears of egoistic;

Love for others,
Hate for myself.

Hate for the others
and for me...

Illusion is hope
Reality is nightmare.

Today,
Tomorrow...

Who cares?
Listen is speak

Littles deaths;
 Without life.

I am lonely
and finished.

I am ashes;
Wanted flames!

Silence is freedom,
Fear is cause...

Inaction is effect;
Death is hours.

Life is a theather
The tragedy is my space.                                      

Empyrean

Rumi


Não lamente. O que se perde retorna em outra forma.


Morri como mineral e tornei-me planta, morri como planta e renasci como animal, morri como animal e fui homem.


domingo, 21 de julho de 2013

Além Homem

                                      Nietzsche


Eu estava a caminho de ser um espírito de peso,sim,eu estava
Como poderia me livrar daquele grande desprezo?
Sim,Nietzsche ainda resta muito do verme em mim
Como um provocador disse-me: O homem deve ser superado,que fizestes para superá-lo?
Torna-te quem tu és!
Entendi neste momento que deveria transvalorar meus valores
A minha consciência é errada, não devo acreditar nela
Ainda busco meus jardins desconhecidos que você me disse que há em cada um
Não vejo a hora de ter minha gaia ciência, porque estou com a embriaguez da cura
E de súbito percebi que uma missão queria tomar conta do meu corpo
E fiz como tu me disseste: dominei-me, me curei e estou em busca do corpo superior
E hoje talvez ainda possa ver minha estrela que dança
Ainda estou cansada de minha cura
Estou passando pelas três metamorfoses, 
E hoje sigo a mim fielmente, e sei bem que assim te sigo suavemente 
Estou a caminho Nietzsche, o caminho que me disseste que cada um deve seguir
Aonde me levará? Não me perguntarei 
Como vou escalar a montanha? Vou subir e não pensar...
Afinal, o homem é uma corda estendida entre o animal e o além-homem.
Uma corda sobre o abismo 
É perigoso tremer e parar
Mas bem sei que o homem é algo a ser superado
E enfim ter coragem de aceitar e dizer que quero isto ainda uma vez
e inúmeras vezes...

 Empyrean

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Emily Dickinson




Não sou Ninguém! Quem é
você?
Ninguém - Também?
Então somos um par?
Não conte! Podem espalhar!
Que triste - ser - Alguém!
Que pública - a Fama -
Dizer seu nome - como a Rã -
Para as almas da Lama!

Ter Medo? De quem terei?
Não da Morte - quem é ela?
O Porteiro de meu Pai
Igualmente me atropela.
Da Vida? Seria cômico
Temer coisa que me inclui
Em uma ou mais existências -
Conforme Deus estatui.
De ressuscitar? O Oriente
Tem medo do Madrugar
Com sua fronte subtil?
Mais me valera abdicar!






Os vulcões são na Sicília
E na América do Sul.
Diz-mo a minha geografia –
Vulcões mais perto daqui,
Encostas de Lava que eu
Queira inclinar-me a subir –
Cratera que eu possa ver –
Há um Vesúvio cá em casa.


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Ansiedade

                                     



                                             Ansiedade








Edvard Munch - Ansiedade





Todos a espera de significado,
Todos a espera do amor,
Todos a espera de um bom pecado:
Todos a clamar.

Como uma fila, todos aguardam;
o que a vida tem para oferecer,
E sempre ouvem atordoados...
Vozes em silêncio!

Vida em inércia
Olhos estáticos
Se bem soubessem...
Que  poderiam rouba-lá!

Empyrean